ÁSIA

A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
  Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles: China (1,3 bilhões habitantes),Índia (1,1 bilhão),Indonésia (234 milhões),Paquistão (169 milhões),Bangladesh (150 milhões),Japão (127 milhões).O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.
   Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
    Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).

Fonte : http://www.brasilescola.com/geografia/asia.htm   Acesso : 30/04/2012

Índia: milhares de pobres marcham por  melhores condições de vida
03 de outubro de 2012 • 11h05 • atualizado às 11h31
Milhares de indianos entre os mais pobres do país, incluindo membros de tribos e os dalits ("intocáveis"), iniciaram nesta quarta-feira uma caminhada de 350 km em direção a Nova Deli para denunciar suas precárias condições de vida, apesar do propalado desenvolvimento econômico do país.
Esta "Marcha pela Justiça" teve início na cidade de Gwalior (centro) e deve ser concluída em 26 dias em Nova Delhi, indicou a organização por trás desta iniciativa, a Ekta Parishad, que luta pelo direito à justiça social para os indianos sem terra.
"Aproximadamente 35.000 pessoas se reuniram em Gwalior e até que a marcha alcance Nova Deli esperamos que o número chegue a 100.000", declarou à AFP o porta-voz da organização, Aneesh Thillenkari.
A primeira marcha deste tipo, que foi organizada em 2007 e teve o acompanhamento de 25.000 pessoas, entre elas camponeses endividados que exigiam o direito de ter acesso à terra e aos meios de subsistência para a produção de alimentos. Onze pessoas acabaram morrendo nessa caminhada.
"Pedimos que as terras agrícolas sejam usadas exclusivamente para a agricultura e queremos uma política de reforma agrária, que não existe hoje", declarou Thillenkari.
"Quando os pobres querem terras, o governo central diz que é um problema do governo local. Mesmo assim, ele (o governo central) adquire terrenos para uso industrial ou criação de zonas econômicas especiais", denunciou ainda.
Antes de lançar a marcha de camponeses, membros da tribo Adivasis e dalits, o fundador da Ekta Parishad, PV Rajagopal, lembrou que esta iniciativa é uma luta "pela dignidade, segurança e identidade".
Muitos segmentos da população também se queixam de serem excluídos do desenvolvimento da terceira potência econômica da Ásia e de serem sacrificados no altar do liberalismo.
Aproximadamente 73% da população de 1,2 bilhão de pessoas vivem da agricultura. Muitos projetos industriais foram adiados ou abandonados nos últimos anos devido a disputas com as comunidades locais sobre a aquisição de terras.
Uma forte classe média surgiu na Índia através de uma política de liberalização econômica implementada em 1991, mas milhões de indianos ainda vivem abaixo da linha da pobreza.



Data de Acesso: 04/10/2012


Resenha:

Os oprimidos também querem ser ouvidos e atendidos

Na índia, vários grupos socioeconomicamente excluídos de benefícios públicos, se organizaram em uma caminhada de 350 km em direção a Nova Deli para denunciar suas condições precárias. Tal marcha já reunira mais de 35 mil pessoas e, segundo Aneesh Trillenkari, porta-voz da organização, chegará ao ponto de 100 mil adeptos.
A principal reivindicação dos protestantes é que ‘’[...] as terras agrícolas sejam usadas exclusivamente para a agricultura [...]’’ diz Trillenkari. Pois segundo o porta-voz, o governo adquire vários terrenos para o uso industrial, enquanto alega não possuir terra para a população pobre morar e cultivar.
Um país que não cuida de seus cidadãos está propenso à sofrer eventos revoltosos como este. Pois a população de baixa renda de tanto sofrer com o descaso do governo de seu país, busca alternativas de serem ouvidos, atendidos e respeitados em tal sociedade.

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